LITURGIA DE DOMINGO – 19.06.2016 – QUEM SOU EU

Comum 1612 : Tu és o Cristo

Estamos aqui reunidos em oração, porque somos “cristãos”.

Mas quem é Cristo para você?

A Palavra de Deus nos propõe a descobrir em Jesus

o “Messias” de Deus, que realiza a libertação dos homens

através do amor e do dom da vida,

e convida cada “cristão” a fazer da própria vida um dom generoso aos irmãos.

A 1ª Leitura o profeta anuncia e descreve a imagem do Messias:

um homem justo e inocente “transpassado”, um servo sofredor,

que desperta uma atitude de conversão e volta a Deus.

João identificou esse misterioso personagem com Jesus. (Zc 12,10-11;13,1)

 

A 2ª Leitura afirma que, pelo Batismo, fomos “REVESTIDOS de Cristo”.

Por isso, devemos renunciar à vida velha do egoísmo e do pecado,

para viver a vida nova da entrega a Deus e do amor aos irmãos. (Gl 3,26-29)

 

No Evangelho temos a profissão de fé de Pedro no Messias

e o anúncio da Paixão. (Lc 9,18-24)

 

No final de sua atividade na Galiléia, Jesus, depois de ter ORADO,

provoca os Apóstolos a dizer o que pensam dele, de sua identidade e Missão:

Quem sou eu no dizer do POVO?

Estranha curiosidade: Cristo interessado em saber o que os outros pensam dele.

Até parece um levantamento de IBOPE para verificar sua popularidade…

– Responderam-lhe: “João Batista… Elias… ou um dos antigos profetas…”

* Reconhecem em Jesus um grande Mestre, um grande operador de milagres,

mas um HOMEM apenas…

 

– Os DISCÍPULOS deviam ter uma idéia mais amadurecida,

pois foram testemunhas de seus milagres e

destinatários privilegiados de sua doutrina. Por isso, acrescenta:

Mas PARA VÓS, tornou Jesus, QUEM SOU EU?”

– Pedro, em nome de todos, responde: “Tu és o CRISTO de Deus”

A resposta era exata, eco da profecia de Isaías…

Pedro reconhece o Messias…  – Mas que Messias?

Como esperavam todos os judeus e os demais apóstolos:

um “messias” político, poderoso e vitorioso? Por isso não era tudo…

E Jesus completa, apontando “O Caminho de Jesus,

falando pela primeira vez de sua Paixão

Apresenta-se como o “Servo Sofredor“,

desprezado e rejeitado pelos homens, na expressão usada pelo profeta…

Para os discípulos, que esperavam um Messias-Rei,

tal afirmação deve ter sido dura e decepcionante…

Mas Jesus não volta atrás, pelo contrário,

reafirma que o Caminho do Discípulo é o mesmo:

“Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo,

tome a sua cruz de cada dia, e siga-me”.

 

Ele irá à frente para dar o exemplo: Será o primeiro a levar a cruz.

Quem quiser ser seu discípulo, há de imitá-lo.

E conclui: “Aquele que quiser salvar a sua vida, vai perdê-la;

mas quem a perder, por minha causa, esse se salvará”.

Isso implica TRÊS COISAS:

Renuncie a si mesmo…”

    Libertar-se de toda ambição pessoal. Libertar-se de todas as seguranças

    em que se apoia o próprio eu, para estar disponível a seguir a Jesus.

Tome sua cruz cada dia

    Libertar-se continuamente do apego à vida e estar pronto a morrer…

    nos compromissos diários do cristão.

    A Cruz é Sinal do cristão. Está presente em toda parte, com muitos nomes…

E Siga-me

    Só quem se libertou do eu e do apego à vida, pode seguir Jesus até o fim,

    abandonando-se a Deus em favor dos homens.

Seguir Jesus não é apenas reconhecê-lo como Messias…

acreditar apenas num pacote de verdades aprendidas na catequese…

é segui-lo no caminho do amor, da verdade e da justiça.

Ainda Hoje,

– muitos o reconhecem como um grande Mestre

  que pregou o amor, a fraternidade, a paz, a justiça;

– o admiram pela atenção dada aos pobres e excluídos;

– o apreciam pela sua coragem, pela sua coerência,

  pela sua nobreza de espírito, pela sua fortaleza diante da morte…

– Mas continuam acreditando que os verdadeiros messias são outros:

  os políticos, os generais, os donos das multinacionais…

Quem é Jesus para nós?

A pergunta de Jesus é ainda atual. Não é apenas uma sondagem de opinião…

Não é suficiente saber o que os outros dizem…

é fundamental o que diz a nossa experiência de fé, de esperança e de amor…

Cristo é alguém, que está no centro de nossa existência,

cuja vida circula em nós e nos transforma, com quem dialogamos,

com quem nos identificamos e a quem amamos?

– Estamos dispostos a segui-lo, também na cruz?

– Reconhecemos Cristo no irmão necessitado, sofredor…

   no MIGRANTE, cujo Dia Nacional hoje comemoramos?

                              Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa – 19.06.2016

 

Paróquia Bom Jesus dos Migrantes

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