Qual é o modo mais apropriado de receber a Comunhão: em pé ou ajoelhado?

hostia

Não há uma regra específica sobre o modo exterior de como um fiel deve receber a Sagrada Comunhão. Sabemos que antes do Concílio Vaticano II era comum receber a Hóstia Sagrada ajoelhado e diretamente na boca, na “mesa de comunhão”,
conhecida também como “comungatório”, umabarreira de separação entre o presbitério e a assembleia. Algumas igrejas conservam essa estrutura, mas são poucas aquelas que utilizam a “mesa de comunhão” para a distribuição da Eucaristia.
A preocupação da Igreja está mais voltada para as disposições interiores para uma boa recepção do Corpo e Sangue de Cristo. Logicamente, o nosso modo de agir deve dar testemunho de nossa fé, dos valores cristãos que regem a nossa vida. Porém, não é o modo exterior que indicará se estou bem preparado para receber o sublime sacramento, pois
Deus vê o coração.
Os fieis não podem ser impedidos quanto à escolha da melhor forma que consideram para receber o sacramento. Se o fiel considera mais apropriado receber de joelhos, em pé na mão ou diretamente na boca, é uma decisão dele, e os padres e os ministros extraordinários da Eucaristia não podem recusar. Porém, não se pode determinar que o meu modo
de pensar e agir seja a regra para os outros: o que prevalece é o respeito, a reverência que devemos fazer ao Santíssimo Sacramento e procurar, em nosso dia a dia, ter um comportamento de agrade cimento pela ação de Deus em nossa vida. A Eucaristia não é apenas um símbolo de nossa fé; ela é o próprio Corpo e Sangue de Cristo. Por meio dela, nós nos encontramos de modo mais sublime com o Senhor, verdadeiro homem e verdadeiro Deus, verdadeira comida e verdadeira bebida, alimento imperecível que nos leva à vida eterna. Nossa postura exterior é importante, mas nossa
disposição interior e nossas intenções é o que prevalecem diante de Deus. Se podemos e preferimos ajoelhar, é coisa boa e justa, mas se não temos esse costume ou não podemos nos ajoelhar, isso não deve ser razão para considerar um mais digno do que o outro; são apenas expressões exteriores que têm seu valor, mas não determinam necessariamente o grau de espiritualidade e santidade de alguém.
Fonte: Revista Ave Maria, agosto de 2014.

Paróquia Bom Jesus dos Migrantes

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